Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência
O Dia Nacional
de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído em encontro nacional,
em 1982, com participação de várias entidades que atuam
na área da deficiência em âmbito nacional. O dia 21 de setembro
foi escolhido pela proximidade com a Primavera e o Dia da Árvore, numa
alusão ao nascimento de reivindicações de cidadania e participação
plena em igualdade de condições. Há uma luta permanente
pelos direitos de ir e vir pelas ruas das cidades, freqüentar lugares públicos
sem a obrigação de entrar pela porta dos fundos, poder conviver
com os demais sem ser discriminado por suas diferenças. O preconceito
deve ser combatido ininterruptamente, através de sensibilizações
e fiscalizações.
Algumas conquistas foram obtidas nesses últimos anos, na área
de transporte, educação, assistência social, no entanto,
há muito o que ser feito para que sejam equiparadas as oportunidades
de trabalho e acessibilidade a fim de que a inclusão seja efetiva e não
apenas um discurso.
No dia 21, a ADEFIL promoveu sensibilizações em alguns pontos
da cidade, a fim de minimizar a discriminação e fiscalizar se
o direito do deficiente está sendo respeitado. Há algumas garantias
em leis, que promovem a acessibilidade aos deficientes, como por exemplo, em
grandes estacionamentos há vagas reservadas para pessoas com deficiência
ou mobilidade reduzida, conforme a Lei municipal nº 7.373/1998. O objetivo
dessa Lei é assegurar ao portador de deficiência prioridade nas
vagas, para o estacionamento de seu veículo em localização
privilegiada e acessível, facilitando assim a sua locomoção
até a entrada do estabelecimento. A ADEFIL, através de seus associados
e funcionários, foi em alguns estacionamentos de Londrina, no dia 21
de setembro, para fiscalizar se pessoas que não têm deficiência
estão utilizando essas vagas reservadas para estacionar seus veículos.
A equipe visitou grandes estabelecimentos como shoppings e supermercados, entregando
um panfleto de advertência aos que infligiram a lei.
E para aqueles que não têm veículo automotor e necessitam
utilizar o transporte coletivo, a ADEFIL aproveitou também o dia para
sensibilizar os passageiros dos ônibus urbanos sobre o respeito ao direito
de ir e vir do deficiente. Nesses últimos tempos houve uma vasta reivindicação
por parte dos deficientes para que fosse adaptado o transporte coletivo, com
a finalidade de poder transportar cadeirantes, no entanto, não há
somente barreiras arquitetônicas que impedem o cadeirante de utilizar
os ônibus, mas também barreiras atitudinais. Olhares preconceituosos
e desrespeito ao deficiente físico são os principais fatores de
inibição por parte dos cadeirantes que utilizam o transporte.
A nossa Associação tem incentivado a utilização
dos ônibus adaptados, para assim promover a inclusão dos cadeirantes
e sua independência.
Keity Ayumi Akimura