Exposição
revela dia-a-dia da pessoa com deficiência
A mostra fotográfica “Somos Todos Diferentes”, de Walter
Ney, será aberta na próxima sexta-feira (dia 1°), no Espaço
Unopar do shopping Catuaí; projeto é do CMDPD
Da Redação
n.com@sercomtel.com.br

Mostrar situações do cotidiano da pessoa com deficiência
e deixar de lado sua imagem de fragilidade e dependência são alguns
dos propósitos da exposição fotográfica “Somos
Todos Diferentes”, do fotógrafo Walter Ney, que será aberta
oficialmente no dia 1° de dezembro, às 18h.
O trabalho fica exposto ao público até o próximo dia 6,
no Espaço Cultural Unopar, no shopping Catuaí. A exposição
faz parte da programação especial montada pelo Conselho Municipal
dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD) para comemorar o Dia Internacional
das Pessoas com Deficiência, lembrado no dia 3. A exposição
integra uma série de atividades organizadas pelo conselho.
Segundo Walter Ney, ele tinha o interesse de realizar um trabalho com o público
e acabou tendo contato com a presidente do conselho, Martinha Dutra, que facilitou
a concepção do projeto. “A partir daí eu comecei
a tirar as fotografias”, disse.
Desde julho, o fotógrafo passou a percorrer instituições
e também entrar em contato com diversas pessoas, a fim de capturar cenas
do dia-a-dia das pessoas com deficiência. “Foi um trabalho muito
interessante. Às vezes eu encontrava um deficiente na rua, apresentava
o projeto e pedia para fotografá-lo, até porque a idéia
era mostrar mesmo como é a vida deles e como ela é, na maioria
das vezes, igual a nossa”, afirmou.
Segundo Walter Ney, o resultado final são imagens que relatam o cotidiano de forma poética e realista. “São fotos deles estudando, praticando esporte, trabalhando, indo à escola. Ou seja, são coisas que todos nós fazemos.”
Conforme o fotógrafo, ao longo dos quase quatro meses de trabalho, foram capturadas cerca de 400 fotografias. Deste total, 80 foram selecionadas para a produção de um clipe sobre o projeto e 30 fazem parte da exposição que será aberta nesta sexta-feira. São todas fotos coloridas, que para a exposição terão o tamanho de 30X40cm.
Abaixo de cada foto haverá uma descrição da imagem, feita pelo próprio fotógrafo, e transcrita para o braile, método de escrita e leitura utilizado pelos deficientes visuais. “Além disso, também vamos colocar as fotos em uma altura que facilita a visualização dos cadeirantes. Penso que se é uma exposição que fala das diferenças, precisamos nos preocupar com todos.”
O fotógrafo afirmou que o trabalho foi uma experiência muito rica. “Muitas vezes, enquanto conversava com aquelas pessoas e fotografava, percebia que eles levam uma vida bem mais feliz que outras pessoas que não têm nenhuma deficiência. É o tipo de coisa que você só percebe quando está em contato com aquela realidade”, ressaltou.
Assim como
nos outros trabalhos que já realizou, Walter Ney disse ter buscado imagens
que fizessem o público pensar. “Trata-se de um trabalho mais artístico,
esteticamente mais profundo, que serve também como uma crítica
para que as pessoas parem e pensem um pouco sobre aquelas pessoas que foram
fotografadas”, afirmou.
(Londrina, 29 de novembro de